segunda-feira, 28 de maio de 2012

Uma reflexão sobre a orkutização do Facebook

Se estas redes sociais sem nós são só sistemas, fica claro para mim, que nós somos os agentes da orkutização.

Se você não gosta da “orkutização” nas redes sociais, da chegada da classe c, da inclusão digital, muito almejada por educadores e tema de vários projetos na política brasileira, busque e pague por exclusividade, entre em um clube social, porque rede social é isso aí, “orkutização”.

Andei lendo alguns textos, notícias, artigos sobre a orkutização do Facebook, comecei a refletir sobre o assunto e acabei concluindo: Facebook, o próprio Orkut e até mesmo o Twitter, sem as pessoas são somente sistemas, e, inicialmente, sistemas bem simples até.

Conheço três ambientes que julgo serem os mais democráticos, são eles: a praia, estádio de futebol e as redes sociais. Estes são os lugares que permitem ricos e pobres conviverem de igual para igual. Não existem barreiras e todos podem participar juntos.

Não há censura e nem preconceitos. Todos juntos. Assim como você vibra com aquele desconhecido o gol do seu time no estádio, você pode curtir ou compartilhar uma ideia no Facebook, com pessoas que nunca viu antes, sejam elas gordas ou magras, pretas ou brancas, chatas ou legais.

Se estas redes sociais sem nós são só sistemas, fica claro para mim, que nós somos os agentes da orkutização. Se é bom ou se é ruim eu não sei, mas assim como na praia, no estádio e no nosso cotidiano, vivemos entre pessoas chatas, divertidas, bonitas, feias, inteligentes, ignorantes, ou seja, de todos os tipos. Se não for assim na sua vida, onde você vive?

Nas redes sociais é assim, a gatinha esta lá, o chato também e até mesmo você. Criar um manual de conduta nas redes sociais seria como tentar eliminar nós os chatos, aqueles que escrevem aquilo que acontece de bom e aquilo que acontece de ruim sobre nós e o que nos rodeia. O que para uns é bobagem para outros é importante.

Gente! Nós somos assim, esse é o retrato da vida social. A Orkutização nada mais é do que tirar aquilo que há de sistêmico e colocar nas redes, aquilo que há de mais humano: as diferenças, os perfis e os vários estilos.

Todos curtindo ou conflitando. Eu acho que reclamar disso tudo é fazer parte deste processo da mesma forma que aquele que publica suas festas, farras e orgias, daquele que entoa seus problemas ou dos que pregam conteúdo de autoajuda.

Na minha opinião o social é assim. Um dia você tem mil problemas e chuta o mundo. Amanhã você acorda com aquela música na cabeça e publica o link do You tube. Assim como também como nos os dias que você resolve copiar um texto do Millôr, do Jabor ou até mesmo de alguém que você nunca ouviu falar.

Se socializar é orkutizar, eu orkutizo. E como já disse um amigo “só tenho uma coisa para dizer para esta gente que vive conectado às redes sociais: TAMO JUNTO!”.

Continuem publicando aquilo que vocês têm vontade, liberdade para todos, de todas as classes, raças e etnias. Essa é a vida social.


Roberto Soares Costa é CEO da empresa Afirma Consultoria Criativa, tem MBA em Gestão Empresarial pela FGV e é especialista em E-commerce e Posicionamento Digital.

Nenhum comentário: