quinta-feira, 31 de maio de 2012

Tráfego de dados na internet ultrapassará o "zettabyte" em 2016

O tráfego total de dados na internet em 2016 será quatro vezes maior que o atual e superará pela primeira vez o "zettabyte", uma medida que equivale a um sextilhão de bytes, graças ao forte aumento dos uploads de vídeos, segundo previsões apresentadas nesta quarta-feira pela empresa tecnológica Cisco.

Concretamente, está previsto que o volume de dados chegue a 1,3 "zettabyte", destacou em Washington o diretor de marketing da Cisco, Doug Webster.

Tanto terá crescido o tráfego de dados na rede que, em 2016, terão circulado mais dados do que a soma de informação que circulou na internet entre 1984 e 2012.

De fato, apenas entre 2015 e 2016 o aumento de dados circulando pela rede será de 330 "exabytes", o que quase iguala o tráfego gerado em todo o ano de 2011, que foi de 369 "exabytes" (um "exabyte" equivale a um quintilhão de bytes).

"Vídeo, vídeo e vídeo", resumiu o responsável da Cisco. O produto audiovisual será um dos principais fatores que provocarão a forte progressão de informação no mundo virtual.

Em 2016, a cada segundo viajará pela rede um volume de vídeo equivalente a 833 dias, ou seja, mais de dois anos de imagens por segundo. Em outras palavras, 1,2 milhão de minutos audiovisuais.

Para isso, a banda larga terá multiplicado sua velocidade por quatro, em média. Dos nove megabytes por segundo (Mbps) de média em 2011, serão 34 Mbps em 2016. As conexões sem fio serão maiores, e espera-se que, em cinco anos, mais da metade do consumo de internet no mundo venha destas redes.

Haverá também mais dispositivos: os tablets terão se proliferado, assim como os smartphones e outros dispositivos da mesma linha. Apesar disso, ainda haverá uma exclusão digital entre os que acessam a rede e os que não.

Por um lado, com tantos dispositivos ativados, 18,9 bilhões de conexões de rede estarão em funcionamento em 2016, quase 2,5 conexões para cada pessoa que vive no planeta.
Mas, por outro lado, espera-se que o número de usuários seja de 3,4 bilhões, o que significa que menos da metade dos habitantes terá acesso à internet.

Na apresentação das previsões, o ministro da Informação e Tecnologia da Colômbia, Diego Molano, defendeu "uma mudança do papel dos governos" e a "colaboração público-privada" para potencializar a rede nas populações sem conexão e melhorar a utilização desta ferramenta básica para a educação.

Segundo a Cisco, a América Latina será uma das regiões do mundo que mais terá acelerado em 2016 o tráfego de dados. Até então, calcula-se que um crescimento anual médio de 49% para a região, ficando atrás apenas de África e do Oriente Médio (58% de média). E a região da Ásia do Pacífico será a que mais dados gerará em 2016, seguida pela América do Norte.

Por países, os Estados Unidos continuarão à frente, com 22 "exabytes" circulados por mês, quase o dobro do número dois mundial, a China (12 "exabytes" ao mês).

Os que crescerão mais rapidamente entre 2011 e 2016 serão a Índia (com uma taxa anualizada de 62%), Brasil e África do Sul (ambos com melhoras de 53% ao ano).

Nas casas, a música online será o serviço mais utilizado - 79% dos usuários domésticos -, mas o que terá um crescimento mais rápido será o serviço de telefonia por internet (VoIP), cada vez mais popular em escritórios em forma de videoconferência.

Origem: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5804465-EI12884,00-Trafego+de+dados+na+internet+ultrapassara+o+zettabyte+em.html

terça-feira, 29 de maio de 2012

Russos descobrem sofisticado vírus de computador

Arma cibernética mais letal da história da informática, segundo analistas, afeta sistemas no Oriente Médio

NOVA YORK - Um dos vírus mais sofisticados da história da informática atingiu uma série de computadores ao redor do Oriente Médio com a intenção de espionagem e sabotagem de órgãos governamentais e militares. A descoberta foi feita pela empresa de segurança cibernética Kaspersky Lab, da Rússia, que ainda tenta decodificar o programa capaz de infectar algumas das máquinas mais protegidas do mundo.

De acordo com especialistas russos, o vírus, denominado Flame, é bem mais poderoso do que o Stuxnet, responsável por sabotagens no programa nuclear iraniano entre 2009 e 2010. "Essa é a arma cibernética mais sofisticada criada em toda a história", declarou a empresa em comunicado.

A suspeita, assim como no caso anterior, é de que um Estado esteja por trás do desenvolvimento do programa. Os alvos são Irã, Arábia Saudita, Síria, os territórios palestinos, Líbano e Egito, levando alguns analistas a afirmar que os serviços de espionagem de Israel ou dos EUA sejam os responsáveis pelo desenvolvimento do vírus.

Responsabilidade. No caso do Stuxnet, os israelenses nunca confirmaram e tampouco negaram o envolvimento na ação que danificou algumas centrifugas iranianas.

O vírus, segundo a Kaspersky, é capaz de coletar e deletar informações, além de conseguir ativar microfones de outros computadores que, mesmo desligados, podem gravar a conversa de pessoas.

"É fantástica e incrível a complexidade do vírus. A quantidade de códigos é tamanha que ninguém detectou a existência do Flame em dois anos", afirmou Alexander Gostev, chefe de segurança da empresa russa. De acordo com ele, a Kaspersky Lab, que é uma das mais conceituadas do mundo, "demorou seis meses para analisar o Stuxnet".

Na avaliação de Gostev, o Flame "é 20 vezes mais complexo" do que o Stuxnet, "Acho que precisaremos de pelo menos dez anos para entender tudo", acrescentou o analista ao comentar sobre a nova arma cibernética, que também é conhecida como Wiper ou Viper, apesar de alguns analistas, incluindo os da Kaspersky, os colocarem em grupos separados.

O Ministério do Petróleo do Irã, país que foi alvo de 198 ataques do Flame, pediu para que a União de Telecomunicações Internacional da ONU investigue ataques contra seus sistemas, incluindo roubo de dados.

Instalação. De acordo com os russos, o vírus instala, inicialmente, um programa de seis megabytes, antes de contaminar o computador com o restante. Eles não sabem, no entanto, como a arma cibernética atinge as máquinas.

Fonte: www.topnews.com.br/noticias_ver.php?id=12340

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Uma reflexão sobre a orkutização do Facebook

Se estas redes sociais sem nós são só sistemas, fica claro para mim, que nós somos os agentes da orkutização.

Se você não gosta da “orkutização” nas redes sociais, da chegada da classe c, da inclusão digital, muito almejada por educadores e tema de vários projetos na política brasileira, busque e pague por exclusividade, entre em um clube social, porque rede social é isso aí, “orkutização”.

Andei lendo alguns textos, notícias, artigos sobre a orkutização do Facebook, comecei a refletir sobre o assunto e acabei concluindo: Facebook, o próprio Orkut e até mesmo o Twitter, sem as pessoas são somente sistemas, e, inicialmente, sistemas bem simples até.

Conheço três ambientes que julgo serem os mais democráticos, são eles: a praia, estádio de futebol e as redes sociais. Estes são os lugares que permitem ricos e pobres conviverem de igual para igual. Não existem barreiras e todos podem participar juntos.

Não há censura e nem preconceitos. Todos juntos. Assim como você vibra com aquele desconhecido o gol do seu time no estádio, você pode curtir ou compartilhar uma ideia no Facebook, com pessoas que nunca viu antes, sejam elas gordas ou magras, pretas ou brancas, chatas ou legais.

Se estas redes sociais sem nós são só sistemas, fica claro para mim, que nós somos os agentes da orkutização. Se é bom ou se é ruim eu não sei, mas assim como na praia, no estádio e no nosso cotidiano, vivemos entre pessoas chatas, divertidas, bonitas, feias, inteligentes, ignorantes, ou seja, de todos os tipos. Se não for assim na sua vida, onde você vive?

Nas redes sociais é assim, a gatinha esta lá, o chato também e até mesmo você. Criar um manual de conduta nas redes sociais seria como tentar eliminar nós os chatos, aqueles que escrevem aquilo que acontece de bom e aquilo que acontece de ruim sobre nós e o que nos rodeia. O que para uns é bobagem para outros é importante.

Gente! Nós somos assim, esse é o retrato da vida social. A Orkutização nada mais é do que tirar aquilo que há de sistêmico e colocar nas redes, aquilo que há de mais humano: as diferenças, os perfis e os vários estilos.

Todos curtindo ou conflitando. Eu acho que reclamar disso tudo é fazer parte deste processo da mesma forma que aquele que publica suas festas, farras e orgias, daquele que entoa seus problemas ou dos que pregam conteúdo de autoajuda.

Na minha opinião o social é assim. Um dia você tem mil problemas e chuta o mundo. Amanhã você acorda com aquela música na cabeça e publica o link do You tube. Assim como também como nos os dias que você resolve copiar um texto do Millôr, do Jabor ou até mesmo de alguém que você nunca ouviu falar.

Se socializar é orkutizar, eu orkutizo. E como já disse um amigo “só tenho uma coisa para dizer para esta gente que vive conectado às redes sociais: TAMO JUNTO!”.

Continuem publicando aquilo que vocês têm vontade, liberdade para todos, de todas as classes, raças e etnias. Essa é a vida social.


Roberto Soares Costa é CEO da empresa Afirma Consultoria Criativa, tem MBA em Gestão Empresarial pela FGV e é especialista em E-commerce e Posicionamento Digital.

sábado, 26 de maio de 2012

Supercomputador tem mais de 400 PB de espaço em disco

Equipamento tem centenas de milhares de vezes mais espaço que os maiores HDs domésticos do mercado.

O National Center for Supercomputing Applications anunciou que está construindo um supercomputador com mais de 400 PB de espaço para armazenamento de arquivos. A infraestrutura tem 25 PB em unidades de disco rígido e 380 PB baseados nas antigas fitas magnéticas, que muitos julgavam já estarem mortas.

Os HDs serão usados para dados e arquivos que precisem ser acessados rapidamente pelo computador. As fitas magnéticas conterão sistemas de armazenamento online e backup das informações produzidas pelo monstro, que será chamado Blue Waters.

A gigantesca máquina, que está em um grande galpão da NCSA, será utilizada para entender a evolução do cosmos após o Big Bang, simular o comportamento de tornados e prever o comportamento de sistemas biológicos complexos. Para fazer tudo funcionar, serão utilizados 380 mil processadores AMD Opteron 6200 com 16 núcleos cada um e voltados para uso em servidores.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/supercomputadores/24140-supercomputador-tem-mais-de-400-pb-de-espaco-em-disco.htm#ixzz1vycpQ8Ch

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Comissão aprova versão reduzida de projeto sobre crimes na internet

Alvo de polêmicas, o projeto que tipifica crimes na internet, o mais antigo em tramitação na Câmara, foi aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, mas em uma versão bem reduzida. O relator, deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), defensor do substitutivo do Senado ao projeto de lei 84/99, retirou da proposta original 17 artigos. Com isso, apenas quatro foram aprovados na comissão na última quarta-feira (23).

O relator afirmou que a mudança foi necessária para viabilizar a aprovação da proposta. “A parte retirada precisa de aperfeiçoamentos, tanto para garantir que a liberdade na internet continue sendo ampla, quanto para ampliar os níveis de segurança dos cidadãos em uma norma que seja duradora e não fique obsoleta no curto prazo”, afirmou.

De acordo com Azeredo, os dispositivos retirados poderão ser incluídos, com nova redação, em outra proposta: o PL 2793/11, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que foi aprovado na Câmara semana passada e agora será analisado pelo Senado.

Alguns dos crimes previstos na versão anterior, e retirados por Azeredo, são: a obtenção, transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação; e divulgação, utilização, comercialização e disponibilização de dados e de informações pessoais contidas em sistema informatizado com finalidade distinta da que motivou seu registro. Outro ponto polêmico retirado se refere à guarda dos dados de logs (dados de conexão) dos usuários pelos provedores.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A evolução do Linux

O Linux é um sistema operacional de código aberto e gratuito. Seu núcleo (Kernel) foi lançado por Linux Torvalds em 1991. Atualmente, segundo o site DistroWatch, existem 321 distribuições do Linux.

Em meados da década de 1980, os sistemas operacionais tinham uma origem comum: o UNIX (Uniplexed Information and Computing System), um sistema operacional criado, em 1970, por pesquisadores do Bell Labs, incluindo Ken Thompson, Dennis Ritchie, Brian Kernighan, Douglas McIlroy e Joe Ossanna. O UNIX foi usado como base para a criação dos sistemas operacionais da Microsoft e da Apple, por exemplo. As principais características desse sistema eram o suporte a multitarefa e multiusuários.

Diversas empresas licenciaram o UNIX para servir de base para seus sistemas operacionais. No entanto, em 1983, Richard Stallman começou o projeto GNU (acrônimo para “Gnu is Not Unix”), com o objetivo de construir um sistema operacional parecido com o UNIX e gratuito. Sua contribuição mais famosa é a licença GPL (GNU General Public License), a mais usada para a divulgação de software livre. A licença permite a distribuição, cópia e alteração do software, desde que os produtos derivados também sejam distribuídos com a licença GPL.

Em 1990, o projeto GNU já possuía praticamente todo o código fonte para um sistema operacional completo. No entanto, seu núcleo, chamado Hurd, não atraia a atenção dos desenvolvedores, deixando o desenvolvimento incompleto.

Fonte: Boainformacao.com.br http://www.boainformacao.com.br/2012/05/a-evolucao-do-linux/