sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Banda larga: acesso por celular já supera modem

No segundo trimestre deste ano a quantidade de acessos móveis por aparelhos celulares, 2,1 milhões, ultrapassou o número de acessos à banda larga móvel por modem, que fechou o trimestre com 1,8 milhão. O dado faz parte do primeiro balanço da banda larga móvel realizado pela fabricante Huawei e pela consultoria Teleco.

O estudo adotou como conceito de banda larga móvel a definição da UIT que estabelece a velocidade mínima de 256 Kbit/s, utilizando tecnologias de 3G e 3,5G, como WCDMA, HSPA, WiMAX ou EVDO.

Segundo as projeções da Teleco, o crescimento da banda larga móvel será superior a 70% até 2014, com mais de 60 milhões de acessos. No primeiro balanço, divulgado hoje, a consultoria indica que no final de junho, os acessos pela banda larga fixa somavam 10,8 milhões e os móveis 4 milhões. A previsão é de que o acesso móvel ultrapasse o fixo no Brasil em 2011, com um atraso de dois anos em relação à média mundial.

No final do segundo trimestre a banda larga móvel estava disponível em 11,3% dos municípios brasileiros, cobrindo 62% da população. O Estado onde há o maior número de municípios com 3G é o Rio de Janeiro, com cobertura em 44,6% dos municípios. Em seguida vem o Espírito Santo, com 29,5%, e São Paulo, com 20,2% dos municípios atendidos com 3G.

Aparelhos

O levantamento constatou que o preço dos aparelhos 3G ainda é uma barreira para a difusão do serviço, principalmente no segmento pré-pago. Enquanto um modem compatível com a tecnologia WCDMA/HSPDA custa R$ 259 (mínimo), o preço médio de um aparelho nessas tecnologias é de R$ 1,503 e o preço máximo R$ 3,999. Um aparelho só compatível com GSM tem preço médio de R$ 544. No pós-pago o preço cai devido ao subsídio da operadora.

O levantamento, que será realizado trimestralmente, vai avaliar a quantidade de acessos e densidades, cobertura, planos de serviço, e preços dos aparelhos e serviços. E será realizado com base nas informações fornecidas pelas operadoras e em estatísticas da Anatel.

Fonte: www.adnews.com.br/telecom.php?id=93401

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Como a voz viaja pela internet?

É cada vez mais frequente utilizar a internet para, literalmente, conversar com outras pessoas, graças a popularização da banda larga. O dinamismo e praticidade desse novo - que já não é tão novo assim - meio de comunicação, conquista mais e mais usuários a cada dia. Basta um computador conectado a internet, um headset (aquele microfone com fone de ouvido), um software instalado no PC e pronto! A conversa é realizada em tempo real, com qualidade de linha telefônica convencional.

Essa tecnologia tem um nome, VoIP, que significa voz sobre IP (Internet Protocol) e é ela quem permite a conversa pela internet, transformando os sinais analógicos de voz em um conjunto de dados digitais para transmissão. O computador receptor transforma esse pacote de informações digitais em informações de voz novamente. Tudo isso em fração de segundos.

Encontramos vários programas que utilizam essa tecnologia como o Skype, Gtalk e o MSN Messenger. Com aplicativos desta natureza instalados no computador, o usuário pode fazer ligações para outras pessoas que também tenham instalado um software compatível, sem qualquer custo adicional - como este software tem 'cara de telefone', é chamado também de Softphone (mistura de software e telefone).

Existem ainda as opções de fazer ligações com VoIP de computador para telefones fixos ou celulares, ou de telefone para telefone.

Na ligação de computador para telefone, a conexão sai do PC, passa pela internet até o servidor e através de um gateway (conversor de sinal que converte os dados e já os entrega à operadora de telefonia convencional), os dados são transformados em voz e encaminhados para o número chamado. Nesse caso, há a tarifação do serviço prestado pela operadora do gateway, mas mesmo assim, os valores são muito menores quando comparados às operadoras tradicionais.

A outra forma de fazer ligações é de telefone para telefone. É necessário que o usuário possua um gateway VoIP, ou ATA - adaptador de telefone analógico -, para fazer a ponte entre o aparelho telefônico comum e a internet, e também, que contrate os serviços de uma empresa VoIP. Tanto o Softphone quanto o ATA possuem a mesma função, ou seja, fazer com que a voz seja transformada num formato que possa trafegar pela internet.

Diferenças

Na telefonia convencional, os aparelhos telefônicos são rigidamente conectados através de fios de cobre que os interligam às centrais telefônicas locais. Estas centrais, por sua vez, são interligadas a outras semelhantes a ela e que formam, assim, uma Rede de Comutação Telefônica. Pela interligação de diversas redes de Comutação, através de sistemas de transmissão, interlocutores são conectados quando o originador da chamada tecla no aparelho telefônico o número do telefone do destino que ele deseja chamar. Uma vez que a ligação seja completada, todo o caminho necessário para conectar os dois interlocutores será dedicado aos mesmos.

Já na telefonia IP, o meio que conecta os interlocutores é a internet, que é um meio compartilhado por diversos outros serviços. Por trafegarem tantas outras coisas e também por não priorizar nenhuma delas, não há a garantia que sempre haverá um meio ideal para trafegar a voz. Dessa forma, se existir no caminho da informação de voz (os chamados pacotes) algo que introduza atrasos ou perdas, certamente fará com que a comunicação perca qualidade.

"A principal vantagem da telefonia IP em relação à telefonia convencional, é a facilidade com que novos serviços e funcionalidades lhe são acrescidos - trazendo aos usuários um significativo ganho de produtividade. As vantagens associadas a menores custos de implantação e manutenção das infraestruturas fazem com que os serviços oferecidos pelas operadoras possuam valores muito atrativos aos usuários finais", informa José Marcelo Fontanesi Gomes, diretor de tecnologia da Voitel - empresa de comunicação multimídia que oferece esse serviço através do seu V-Phone.

Voz robotizada

São diversos os fatores que contribuem para que em alguns casos, a voz pareça "robotizada" e ocorram falhas. Apesar de a internet ser um meio altamente interessante do ponto de vista da telefonia IP, ela não foi construída para essa finalidade. Por ela trafegam vários outros serviços além do VoIP, tais como acessos WWW, trocas de arquivos, trocas de vídeo, etc. A comunicação por voz precisa ser realizada em tempo real, não pode haver perdas nas informações.

Congestionamento

O congestionamento da rede internet geralmente resulta em perda de pacotes. Ele está interligado com a velocidade de banda que você disponibiliza para trafegar os seus pacotes de voz até o destino.

Perda de pacotes

A perda de pacotes é um fator crítico que implica diretamente na qualidade da comunicação (efeito popularmente conhecido como causador da 'metalização'). Considerando que o VoIP é um serviço de áudio que ocorre em tempo real, não existe uma forma de recuperação dos pacotes que forem perdidos na rede durante o seu transporte.

Latência ou Jitter

É definido como sendo a diferença de tempo entre o instante em que um dos interlocutores fala e o outro escuta. A composição desse tempo é primordialmente uma soma dos tempos em que a voz demora a ser digitalizada, empacotada, enviada através da rede de transporte, reconvertida para áudio e ser escutada pelo interlocutor de destino. Por isso pode ocorrer problemas como atrasos de voz, ou pequenos cortes na ligação, gerando uma voz picotada e difícil de entender.

Fonte: www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=2298