segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O que é Eletricidade?

Demócritos (480-370 a.C.), antigo filosofo grego, criou a teoria de que todos os corpos existentes eram formados pela junção de inúmeras minúsculas partículas, invisíveis ao olhos humano, chamadas átomos. A maneira com que os átomos se juntam entre si dá a forma aos infinitos corpos existentes no universo. Assim, dois objetos de mesma massa (isto é, com a mesma quantidade de átomos) podem ser completamente diferentes por causa da maneira com que os seus átomos estão agrupados. Segundo a teoria de Demócrito, o átomo era a menor parte matéria, isto é, qualquer corpo poderia ser dividido até o ponto em que só sobrassem seus átomos isoladamente.

Mais recentemente descobriu-se que os átomos não são partículas sólidas e indivisíveis, mas sim formadas por outras três partículas (chamadas partículas subatômicas): os elétrons, os prótons e os neutrons. Os prótons e os neutros ficam bem próximos um dos outros, em um grupo compacto, formando o núcleo do átomo.

Através de várias experiências, verificou-se que os prótons e os elétrons se atraem, porém os prótons repelem outros prótons, bem como elétrons repelem outros elétrons. A essa dualidade damos o nome de polaridade. Para diferenciar estas duas polaridades de atração e repulsão, foram adotados os nomes polaridade positiva, para os prótons, e polaridade negativa, para os elétrons.

Essa dualidade de atração e repulsão é muito similar ao que ocorre ao magnetismo. Todos que já brincaram com um pedaço de imã sabe que dois lados de mesma polaridade se repelem, ao passo que dois lados de polaridade oposta se atraem. Adiante veremos que existe uma estreita relação entre o magnetismo e a eletricidade.

Os nêutrons, por sua vez, não possuem polaridade alguma, são partículas neutras. Como os prótons do núcleo do átomo estão bem próximos, eles possuem a tendência de se repelir, o que faria com que os prótons se soltassem do núcleo, desfazendo o átomo. Dessa forma, os nêutrons servem para equilibrar o núcleo do átomo, permitindo que os prótons possam ficar muito próximo um dos outros sem que essa tendência de fuga siga adiante.

A quantidade de elétrons, prótons e nêutrons que cada átomo possui gera um elemento diferente, como o hidrogênio, o oxigênio e o carbono, como mostra a famosa Tabela Periódica dos Elementos, que tanto vimos em nossoas aulas de química na escola.

Na nataureza, os elementos buscam o equilíbrio. A maioria dos elementos não está em equilíbrio: ou estão com falta de elétrons ou estão com excesso de elétrons. Os átomos se aproximam para formar moléculas (conjunto de átomos) por causa da falta ou do excesso de elétrons que possuem.

É muito mais fácil soltar um elétron de um átomo do que um próton, já que o elétron está girando livremente ao redor do átomo, enquanto que o próton está compactado em um núcleo.

A Terra é um enorme depósito de elétrons livres, soltos de átomos, á procura de átomos que precisam de elétrons para que eles possam completar esses átomos, equilibrando-os.

Essa "força" de atração e repulsão de prótons é genericamente chamada eletricidade. Como vimos, é muito mais fácil um elétron se deslocar do que um próton, portanto estaremos lidando basicamente com os életrons.

O potencial elétrico de um sistema, isto é, a quantidade de elétrons livres que ele possui para suprir uma "carência" de elétrons é chamado tensão elétrica. O fluxo de elétrons que circula em um condutor (qualquer meio que possa servir de transporte para os elétrons) é chamado corrente elétrica. A oposição que esse meio apresenta à passagem da corrente elétrica é chamada resistência elétrica.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Tornando seu design útil

Usabilidade do design
Episódio I - Beleza não se põe na mesa

Sejamos práticos: um design não tem que ser 100% belo, ser única e exclusivamente bonito. Ele deve ser funcional, pois tem o papel de comunicar-se com os visitantes (os receptores da mensagem), de passar a mensagem de forma sucinta, clara e objetiva. Por mais paradoxo ou redundante que seja, se a comunicação não se comunica, de nada serve, pois não executa sua tarefa básica - levar a informação disparada pelo "emissor" até seu destino final, o "receptor".